caminhávamos pela rua. era tarde da noite. eu contava a ele todas as agruras de minha vida,para afastá-lo. e creio que consegui o tal afastamento,quando ouvi o pertinente comentário: "-maaaaas,você é um catálogo de horrores!pelo amor de deus!" *
e ela me disse assim: "-quando eu estiver fazendo menino,quero pensar em você,por que daí,ele nasce com esse olhão azul aí!" boa forma de elogiar,pensei cá com meus botões. *
"ah!como me encanta esse céu noturno,assim,nublado.que luz linda!"-disse eu,hipnotizada,olhando pela janelona. "são as luzes da cidade refletidas nas nuvens."-replicou ele. e com essa afirmação,acabou com minha ilusão de que a luz vinha do próprio céu ou de alguma lua escondida. *
figura indiscutivelmente excêntrica me intrigou principalmente porque sua íris tremia quando me olhava como se estivesse acompanhando o movimento de um trem *